Pão por Deus...

... este ano na escola da Maria resolveram enaltecer uma tradição muito nossa deste dia, o pão por Deus! 
Por não saber bem o que isto era e por terem pedido a colaboração dos pais, fui pesquisar e percebi que, por cá, no dia 1 de novembro, as crianças saiam à rua e juntavam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus (ou o bolinho) de porta em porta.
As crianças quando pediam o pão-por-deus recitavam versos e recebiam como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços amêndoas,ou castanhas que colocavam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas.

Por isso acabei por lhe fazer um saquinho de pano, onde coloquei nozes e castanhas.


Hoje foi dia de festa na escola e todos lancharam os bolinhos que alguns dos pais enviaram para este dia. 
Gosto muito desta forma da escola envolver as crianças e as famílias em tradições nossas em vez de irem atrás do comercial! Assim todos aprendemos e passamos a dar mais valor às nossas tradições.
E  a verdade é que não havia máscaras de bruxas ou esqueletos na escola, nem nada alusivo ao Hallowen.

Parabéns mana...


(bolo feito pela avó, recheado e decorado por mim!)

4 anos...

... beijinho grande até ao céu!

Correu...

... bem!!!
Brincou, dormiu, almoçou e veio embora!

Amanhã há mais!!

Hoje...

... é um dia muito importante na nossa vida: é o 1º dia da Inês na creche!
(passa tão rápido o tempo!!)

Um jantar diferente...

... com uma convidada especial...
(É tão engraçado vê-la brincar a imitar a vida real e o que nós fazemos!)


 (pai de meninas sofre...)

A sério....

... ando tão farta da crise, da troika, do governo e afins, que nem tenho andado atenta a todas as alterações e subidas que o próximo orçamento de estado irá produzir!
Acho que quando começar a receber contas altas e a contar os tostões no supermercado me vai dar uma coisinha muito má...

Já agora, Gasparzinho e amigos, uma sugestão, que tal começarem vocês a dar o exemplo e gastar menos do nosso dinheirinho! Não seria uma bela ideia?!

Diet report...

... 1 mês de dieta, 3 kgs perdidos! Boa!!!

Pressão emocional...

Ontem, enquanto falava com a avó ao telefone, que está temporariamente a mais de 400km de nós, a Maria estava ao meu lado a chamar baixinho "qué o vô e a vó". 
Falar com ela não queria, mas continuou com este lamento enquanto eu estava ao telefone.
Claro que a avó ficou logo toda sensibilizada! Nem me admira que regressem a casa mais cedo....

Mas será isto assim tão difícil de entender?!

YALE, CAMPO DE OURIQUE
Miguel Sousa Tavares (in Expresso, 29/9/2012)


«Quando o Governo subiu o IVA de 13 para 23% na restauração, António, temendo as consequências da subida de preços no seu pequeno restaurante de Campo de Ourique, resolveu encaixar ele o aumento...
sem o repercutir no preço das refeições. Aguentou até poder, mas mesmo assim a clientela começou a baixar lentamente: parte dela, que lhe assegurava umas trinta refeições ao almoço e metade disso ao jantar, era composta por funcionários públicos, que trabalhavam ali ao lado e cujos salários e subsídios tinham diminuído, com a medida destinada a satisfazer as condições do "ajustamento" da economia.

Quando reparou que Bernardo, um cliente fiel e diário, tinha passado a frequentar os seus almoços apenas três vezes por semana, António tomou aquilo como sinal dos tempos que ai vinham: sem outra alternativa, despediu a ajudante de cozinha, ficando apenas ele e a mulher no serviço de balcão e mesas e, lá dentro, um cozinheiro sem ajudante. Mas a seguir notou que também Carolina e Deolinda, que vinham almoçar umas três vezes por semana, agora vinham apenas uma e pouco mais comiam do que saladas ou ovos mexidos. Em desespero, teve de subir os preços e Eduardo, um reformado cuja pensão tinha diminuído, desapareceu de vez. Foi forçado a cortar drasticamente nas compras a Francisco, o seu fornecedor de peixe, e a atrasar-lhe os pagamentos: com cinco outros restaurantes, seus clientes, na mesma situação, Francisco viu o seu lucro reduzido a zero e optou por fechar a sua pequena empresa e inscrever-se no Fundo de Desemprego.

Mais tarde, quando Gaspar, o ministro das Finanças, anunciou mais um aumento do IRS e declarou que o "ajustamento" não se faria através do consumo interno, também Bernardo desapareceu para sempre e, depois de três meses sentado na sala vazia, dando voltas a cabeça com a mulher e tendo ambos concluído que já era tarde para emigrarem, António tomou a decisão mais triste da sua vida, encerrando o restaurante Esperança de Campo de Ourique e indo os dois engrossar também o rol dos desempregados a conta do Estado.

Apesar de ter gasto parte, agora importante, das suas poupanças de anos a anunciar o trespasse, António não conseguiu que ninguém lhe ficasse com o estabelecimento e não lhe restou alternativa senão entrega-lo ao senhorio Henrique, para não ter de pagar mais rendas. Quando desabou, demolidor, o novo aumento do IMI, já Henrique tinha desistido de conseguir alugar o espaço ou mesmo vender o imóvel: não pagou e deixou que as Finanças lhe levassem o prédio.

Assim se concluiu, neste pequeno microcosmos económico de Campo de Ourique, o processo de "ajustamento" da economia portuguesa: vários trabalhadores reconvertidos a marmita, cinco outros desempregados, duas pequenas empresas encerradas e um senhorio desprovido da sua propriedade.

Nessa altura, Gaspar, Rufus e Selassie deram-se conta, com espanto, de várias coisas que não vinham nos livros: que, apesar de aumentarem sistematicamente a carga fiscal, podia acontecer que a receita do Estado diminuísse; que os sacrifícios sem sentido implicavam mais recessão e a recessão custava mais caro ao Estado, sob a forma de mais subsídios de desemprego a pagar; que uma e outra coisa juntas não tinham permitido, ao contrário das suas previsões, diminuir o défice ou a dívida do Estado; e que o que mantinha o país a funcionar não eram as grandes empresas e grupos económicos protegidos, nem sequer os 7% de empresas exportadoras, mas sim os 93% de empresas dirigidas ao mercado interno, que respondiam pela esmagadora maioria dos empregos e atendiam as necessidades da vida corrente das pessoas comuns.

E, passeando melancolicamente nos jardins de Yale, numa chuvosa manhã de Thanksgiving, Rufus e Selassie deram com um velho cartaz colado a uma parede, desde os tempos da primeira campanha eleitoral de Bill Clinton: "É a economia, estúpidos!"»

Novas experiências...

... ontem foi dia de experimentar sopa e hoje maçã!
A sopa fica mais fora que dentro, mas a maçã foi com gosto!
Está a ficar uma crescida a minha bebecas!!

5 de Outubro...

... mais uma data a recordar e a comemorar!
Hoje fazemos 5 anos de casados e hoje a Inês experimentou banana (não achou grande piada e às tantas começou a puxar vómito!!)
Mais um dia que nunca vamos esquecer cá por casa!!

Juízo...

... hoje perdi metade do (pouco) juízo que tinha! Ao queixar-me à dentista de uma dor de dentes, descobriu-me uma tremenda cárie num dos 2 sizos que tinha! Resultado, lá fui obrigada a arrancar o dito! Agora estou aqui em nova dieta, esta forçada, dado que só posso comer coisas frias e moles (= gelado, certo?! estou cheia de sorte!!)

Outubro chegou...

... e eu começo a fazer a preparação para o regresso ao trabalho e a entrada da Inês na creche!
O tempo voa tão rápido!!! Ai...